Cor-de-céu-paulistano

15 de março de 2010


Foto original no blog gente de lisboa

Tive um sábado impossível. Impossível para o meu bobo mundo cor-de-rosa. Começou bem, fui ao teatro com uma amiga, coisa mais normal do mundo no meu universo.

Depois de lá, as colegas dela nos chamaram para uma baladinha. Topei. Fui e vi meu mundo cor-de-rosa entrar em choque com a realidade cor-de-céu-paulistano.

No meu universo particular as pessoas não são idiotas, as pessoas não são fúteis e as pessoas definitivamente não usam drogas. No meu mundo cor-de-rosa, as flores são cheirosas, os animais são nossos amigos, há momentos de extremo prazer ao cozinhar para amigos e as pessoas são confiáveis. E eu me esforço pra entender o outro e eu sofro pelo outro no meu mundo. Desculpem se tendo a alienação, eu tenho a péssima mania de ser otimista.

No meu mundo-cor-de-rosa, quando algo dá errado ou a gente resolve ou é porque tinha de dar errado. Quando, por exemplo, um casal não fica junto é porque não queria mais. E uma fadinha morre sempre que um amor se desfaz neste lugar só meu. Ok! Sei que sonho muito e vivo tipo uma Lisbela. D’accord!

Mas na maldita realidade paulistana, vejam só, as pessoas são fracas. As pessoas, no mundo de verdade, coitadas, elas se drogam, se prostituem e são covardes. Por quê? Não dá para ver a estupidez disso tudo? E eu, daqui do meu céu coloridinho fico com raiva e com pena. Com muita pena.

E eu conheço pessoas na realidade paulistana. E eu não posso fazer nada pra ajudar os pobres seres humanos fraquinhos que não têm estrutura para mudar de mundo. Não gosto do sentimento de impotência, porque ela definitivamente não faz parte do meu universo. E quando ela bate na minha cara, é muito triste.

Eu vi um humano tão fraco no sábado e eu não fiz nada para ajudá-lo. Podia ter batido na cara dele, acho que ajudaria. Faria o que pudesse para ajudar, mas é preciso que a pessoa queira ser ajudada. Fico pensando, o que eu realmente posso fazer? Eu também sou humana, cheia de defeitos e fraquezas.

Ver o mundo que vi no sábado, tão cheio de coisas que fazem mal para o corpo e também para a alma e ver aquelas pessoas tão sofridas (sem sequer saber que estão sofrendo) doeu muito.

Como eu queria contaminar o mundo gris com meu céu cor-de-rosa. Mas quem já viu rosa acinzentado? Não existe. Resta-me ficar aqui com minha mania de Lisbela no país do concreto.

2 comentários:

Roger 15 março, 2010 14:05  

em mtos lugares o céu é assim.... depende do olhar de quem o observa.... bjos.

cidadã metropolitana 27 abril, 2010 02:10  

Você tem razão Roger! O céu nem importa tanto quanto quem está olhando, né? Bjos! E obrigada por acompanhar o blog!

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